Na última jornada da fase de grupos da Taça da Liga, um empate era o suficiente para o Sporting seguir para a Final Four da competição, que se realizará no Estádio Algarve. Jorge Jesus fez várias alterações face à vitória caseira com o Varzim. Jefferson foi titular no lado esquerdo da defesa em detrimento de Bruno César ao passo que Elias foi o médio-centro, começando Adrien no banco. No ataque, Gelson Martins e Bas Dost saíram e para os seus lugares entraram Markovic e Bryan Ruiz.

A equipa do Vitória de Setúbal foi a que entrou melhor no encontro, ao criar, aos 3 minutos de jogo, a primeira grande oportunidade de golo, através de um remate de Nuno Santos, que colocou à prova o guardião leonino Beto Pimparel. No entanto, aos 11 minutos, era a vez dos pupilos de Jorge Jesus responderem. Elias aproveitou uma falha de Bruno Varela num cruzamento, rematando para uma baliza sem guarda-redes, mas com o central Vasco Fernandes atento. Num duelo que estava a ser bastante dividido, o primeiro golo do encontro surgiu aos 19 minutos. Através de um canto, o capitão da equipa da casa, Frederico Venâncio, apareceu de rompante a cabecear ao poste que, na sequência da jogada, acabou por devolver o esférico ao central sadino que confirmou o golo na pequena área, sem marcação. A formação leonina, como tem revelado em tempos recentes, apresentava limitações na construção do seu jogo ofensivo, dependendo muito da mobilidade de Joel Campbell, enquanto que o Vitória aproveitava algumas debilidades defensivas de Esgaio e Jefferson e privilegiava o seu processo atacante pelos corredores. Posto isto, a última grande ocasião pertenceu à equipa sadina. Aos 34 minutos, Nuno Santos ganhou a linha de fundo e, da esquerda, levantou a bola para o segundo poste onde apareceu João Amaral a chutar de primeira, com a bola a rasar o poste.

Insatisfeito com a prestação da equipa, Jorge Jesus voltou a colocar Gelson Martins e Bas Dost nos lugares de Markovic e Bryan Ruiz, tal como havia acontecido frente ao Varzim. Na segunda metade do duelo, estas alterações promovidas pelo técnico leonino deram outro equilíbrio e dinâmica à equipa. Embora a “nota artística” não estivesse a ser bem evidente, a verdade é que o Sporting controlou melhor o jogo defensivamente e, aos 71 minutos, chega ao empate e ao golo que lhe garantia a qualificação. Através de uma bola bombeada para a área, Bas Dost ganhou a dividida e amorteceu a bola para Elias que, num remate à meia volta, bateu Bruno Varela. Este golo deu alento à turma orientada por Jorge Jesus que, por ineficácia de André Felipe, não resolveu definitivamente as contas do jogo. Aos 88 e 89 minutos, respetivamente, o avançado brasileiro vacilou no cara a cara com o guarda-redes adversário e não aproveitou da melhor forma um cruzamento de Campbell, falhando o golo com a baliza à mercê.

Nos descontos, o Vitória de Setúbal subiu no terreno, pressionou o Sporting e arriscou tudo. No último lance da partida, aos 94 minutos, Edinho conquistou um penalti (polémico e discutível) e concretizou-o. Ao contrário do que tinha acontecido no jogo da Taça de Portugal há menos de 1 mês, desta vez foi a turma liderada por José Couceiro a eliminar o Sporting de uma competição. Com este desfecho, o Vitória Futebol Clube está, 2 anos depois, de regresso às meias-finais da competição.

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