O SC Braga disputou hoje, na Islândia, a primeira mão do playoff de acesso à fase de grupos da Liga Europa, frente ao FH Hafnarfjordur, acabando por conquistar uma vitória importante por 2-1, não sem antes sofrer um bocadinho e estar perto de ser surpreendido.

O valor do adversário era teoricamente muito inferior, e talvez essa ideia tenha pesado na primeira parte, com a equipa minhota a entrar algo apática e deixando os islandeses crescer a pouco e pouco no jogo, de forma a igualar qualidades e a colocar em sentido os bracarenses.

Abel Ferreira já não podia contar com o capitão Rui Fonte, oficializado hoje como reforço dos ingleses do Fulham, e a equipa ressentiu-se da presença do ponta-de-lança português, faltando alguma frieza no último terço do terreno e principalmente no capítulo da finalização.

Nos primeiros minutos, até foi o Braga a começar um pouco melhor e a demonstrar que estava ali para resolver cedo a eliminatória, tendo em Xadas o motor do jogo arsenalista. No entanto, pouco houve na primeira parte digno de registo por parte do Braga, exceptuando um livre directo cobrado por Jefferson que acabou com a bola a embater na trave da baliza defendida por Gunnar Nielsen aos 17 minutos.

Já depois da meia-hora de jogo, os islandeses começaram a aproximar-se com mais perigo da baliza de Matheus, que numa boa jogada de entendimento do ataque islandês teve de se aplicar para defender um remate de Atli Gudnason.

O Braga ainda tentou responder a este crescimento do conjunto adversário, mas Hassan, após bom passe de Xadas e na cara do guarda-redes, não conseguiu direccionar a bola para a baliza, passando a escassos centímetros.

Aos 39 minutos, o FH Hafnarfjordur chegou ao golo. Ataque rápido dos islandeses, através de passes longos sucessivos, terminando a jogada nos pés de Halldor Bjornsson. Este, à entrada da área, colocou o esférico de tal maneira que Matheus bem se podia esticar que não a conseguiria defender… Um golo que vinha premiar o esforço do FH em bloquear as investidas arsenalistas, bem como provocar a surpresa no resultado que não caracterizava o valor das duas equipas em jogo.

Ao intervalo, o discurso de Abel Ferreira no balneário deve ter motivado os jogadores bracarenses, que entraram na segunda parte com outra dinâmica e com vontade de dar a volta no marcador, o que acabou por acontecer.

Xadas continuava a ser a figura central e o elemento mais criativo da equipa lusa, e aos 58 minutos foi responsável por um cruzamento perigoso que encontrou Ricardo Horta, com este a cabecear para a pequena área, onde Hassan, com um toque subtil, quase metia a bola dentro da baliza, mas o guardião adversário teve reflexos rápidos e afastou o esférico como pôde.

O técnico bracarense fez entrar em campo Nikola Stojiljkovic para o lugar de Hassan, de maneira a existir mais velocidade no último terço do terreno e o Braga chegar com mais perigo e mais rapidamente à baliza. Três minutos depois, estava feito o empate, por intermédio de Paulinho. O avançado ganhou posição a dois defesas do FH após um passe muito longo e, já com pouco ângulo, rematou rasteiro e cruzado para colocar a eliminatória novamente empatada.

A entrada de Fábio Martins para o lugar de Xadas, que até aí estava a ser o melhor jogador em campo, pode ter sido surpreendente, mas a verdade é que dois minutos depois, aos 79′, os guerreiros do Minho puseram-se pela primeira vez em vantagem no placard. Fransérgio recuperou a bola em boa posição no terreno e desmarcou Stojiljkovic, que próximo do mesmo local do golo do empate, fuzilou as redes e colocou os comandados de Abel Ferreira mais próximo do objectivo.

Até final, Danilo entrou para segurar o meio-campo, aproveitando algumas queixas físicas de Paulinho, mas o FH ainda andou perto de empatar novamente. O cabeceamento de David Vidarsson passou poucos centímetros acima da baliza.

No final do encontro, era com alívio que o Braga festejava esta vitória importante, que esteve mais difícil do que se podia esperar à partida. Depois de ter estado em desvantagem, a reviravolta acabou por se consumar, de forma justa e natural, fruto de uma boa exibição no segundo período. Na próxima quinta-feira, disputa-se a segunda mão do playoff, desta feita em Braga, onde se espera que os arsenalistas confirmem o favoritismo em casa e assegurem a qualificação para a fase de grupos da Liga Europa e juntarem-se assim aos “vizinhos” do Vitória de Guimarães nesta fase da competição.

 

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