Mesmo com jogadores como Cristiano Ronaldo (castigado), Gareth Bale, Isco ou Casemiro (banco de suplentes) de fora do onze titular, o Real Madrid venceu o Barcelona, desta feita no estádio Santiago Bernabéu, perante o seu público, numa clara questão de superioridade, com uma vitória inequívoca por 2-0 e com resultado agregado de 5-1.

Depois do desfecho da primeira mão a dar a vitória aos merengues por 3-1 em Camp Nou, o conjunto de Zinedine Zidane tinha em mãos a tarefa de controlar essa vantagem, diante do seu maior rival, o Barcelona, que partia para este encontro com o intuito de realizar mais uma daquelas remontadas que na época transacta viraram moda. O problema é que os catalães estão mais desfalcados, e parecem ainda não se terem habituado à nova vida sem Neymar e Luis Enrique.

Apesar da hora tardia a que o jogo se realizou (22h em Portugal e 23h em Espanha), a plateia humana esteve sempre incansável no apoio à equipa e lotou o estádio, como um jogo deste calibre sempre pede. E o primeiro ímpeto de euforia não tardou a surgir. Como uma flecha, o Real Madrid punha-se rapidamente na frente do marcador através de Marco Asensio, que já havia marcado na primeira mão, mas agora com um golo daqueles de levantar qualquer estádio e de se lhe tirar o chapéu. Bastaram quatro minutos para o jogador espanhol realizar uma obra-prima e, do meio da rua, pregar Marc-André ter Stegen ao relvado e colocar o esférico extremamente bem colocado na parte superior da baliza.

Esperava-se a seguir uma forte reação dos culés, que teriam de marcar três golos para empatar a eliminatória. Muito pelo contrário. Tal não sucedeu e foi o Real Madrid que continuou a pegar na partida, aproveitando as fragilidades apresentadas pelo eixo defensivo da equipa adversária e criando mais e mais oportunidades para dilatar a vantagem. Lionel Messi pouco espaço teve para ter a bola nos pés e, quando isso acontecia, Keylor Navas estava lá para parar os remates do astro argentino ou então as assistências para Luis Suárez não tinham o rumo pretendido. O meio-campo catalão, onde André Gomes foi titular, também andou meio perdido, não resistindo ao poderio dos médios do outro lado.

O Real Madrid, apesar das mexidas operadas por Zidane, manteve-se fiel às suas ideologias de jogo e, através de uma pressão muito alta, acabou por jogar no erro do adversário. Lucas Vázquez ainda esteve na cara do golo, atirando ao poste no minuto 33, mas o golo acabou por surgir minutos mais tarde, aos 39′, de forma natural, por intermédio de Karim Benzema. Toni Kroos recuperou a bola perto da área blaugrana, entregou rapidamente a Marcelo e este, com um cruzamento rasteiro, encontrou o avançado francês, que aproveitou a abordagem muito lenta ao lance de Samuel Umtiti para chegar primeiro à bola e, com calma, levá-la até ao fundo das redes. Ao intervalo, o jogo parecia já estar decidido, mas havia, e haverá sempre, aquele receio por uma segunda parte estupenda do Barcelona e conseguir tornar possível o impossível…

Contudo, mais uma vez, isso não aconteceu. Apesar da entrada de Nélson Semedo em jogo (saindo Gerard Piqué) e a sucessiva colocação de uma linha defensiva de quatro jogadores ter feito com que o jogo dos culés fosse mais fluido, com mais profundiade e estivesse mais próximo daquilo que a equipa já por diversas ocasiões demonstrou ser capaz de fazer, não foi o suficiente para derrubada a estratégia montada por Zidane nos merengues. E a entrada de Casemiro para o lugar de Kovacic, aos 62′, um jogador da mesma posição mas com características ainda mais defensivas, um autêntico trinco, ajudou ainda mais a fechar os caminhos do golo à turma culé.

Até aos 75 minutos, o Barcelona tentou sem nunca desistir, e somavam-se as oportunidades criadas. Mas parecia que o destino queria que a bola não entrasse na baliza defendida por Navas. Por duas ocasiões, os blaugrana estiveram bastante próximos de reduzir a diferença na eliminatória, mas o remate do Messi acabou no poste e um cabeceamento de Suárez por centímetros que não ultrapassou a linha de golo.

Gerard Deulofeu e Lucas Digne foram as últimas apostas de Erneste Valverde para ver se ainda conseguia retirar algo de positivo neste jogo, mas sem sucesso. Já Zidane apostou em Theo Hernández e Dani Ceballos principalmente para dar os primeiros minutos a estes dois novos reforços, visto que já não restavam dúvidas do triunfo.

Assim, o Real Madrid sagrou-se vencedor da Supertaça de Espanha, coleccionando já dois troféus oficiais esta temporada, em apenas três jogos oficiais disputados. Os madrilenos já haviam conquistado a Supertaça Europeia frente ao Manchester United de José Mourinho, por 2-1.

Segue-se o início do campeonato em Espanha, que promete uma luta sempre bem disputada por estes dois conjuntos. Manterá o Real Madrid a sua superioridade durante a época, ou será que o Barcelona vai colmatar as importantes perdas do defeso e voltar ainda mais forte? Independentemente do que aconteça, os adeptos do bom futebol não quererão perder pitada e acompanhar o futebol do país vizinho com extrema atenção…

Como jogaram as equipas:

Real Madrid; Navas; Carvajal, Varane, Sergio Ramos e Marcelo; Kovacic (Casemiro 62′), Kroos (Ceballos 80′) e Modric; Lucas Vázquez, Asensio (Theo Hernández 75′) e Benzema

Barcelona: Ter Stegen; Mascherano, Piqué (Nélson Semedo 50′) e Umtiti; Busquets, Rakitic, André Gomes (Deulofeu 72′), Sergi Roberto e Jordi Alba (Lucas Digne 78′); Messi e Suárez

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