Numa Liga Portuguesa progressivamente com maior competitividade, analisar o grau de dificuldade das partidas torna-se cada vez mais traiçoeiro. Se é verdade que os “Grandes” do nosso futebol costumam ter facilidade em adquirir os resultados pretendidos em casa, também não deixa de ser verdade que, muitas vezes, a formação de Jorge Jesus acaba por vacilar tantas ou mais vezes perante a sua massa associativa, para não falar das dificuldades que o Estoril de Pedro Emanuel já havia causado ao Benfica na época anterior, tanto para o Campeonato como para a Taça de Portugal.

Contudo, os comandados de Jorge Jesus tiveram uma entrada de leão. Logo à passagem do terceiro minuto de jogo, Acuña cruzou largo para a área do Estoril, onde apareceu de rompante ao segundo poste Gelson Martins, para efetuar o primeiro golo do encontro. Do golo de Gelson Martins ao golo de Bruno Fernandes foram 8 minutos. Uma vez mais, o internacional português sub-21 fez questão de exibir as suas valências, no que ao remate de longa distância diz respeito. Após uma falta sofrida por Alan Ruiz, Bruno Fernandes rematou sem qualquer hipótese para Moreira, que ficou pregado ao chão.

Com os dois golos num curto espaço de tempo, o Sporting arrefeceu o seu jogo, o que fez com que a intensidade baixasse, o próprio Estoril conseguisse conservar mais tempo a posse de bola e, inclusive, criar uma grande ocasião, em que Pedro Monteiro falhou o golo depois de um lance de bola parada.

A gestão manteve-se na segunda metade do encontro. Ora, o 2-0 não deixa de ser um típico resultado em que rapidamente se passa do cómodo para o incómodo. Os leões adormeceram em demasia e o Estoril foi aproveitando para criar algum perigo junto da grande área leonina, e conseguiram tirar dividendos. Lucas Evangelista, com um remate potentíssimo de fora da área, não deu hipótese a Rui Patrício que sofreu o primeiro golo no campeonato.

Com o reduzir da vantagem, o Estoril Praia ganhou outro ânimo e arriscou tudo nos últimos assaltos à baliza de Rui Patrício. O Sporting, por seu lado, procurava guardar a bola o mais longe possível da sua área e não arriscar muito nos ataques realizados.

Quando o jogo seguia esta toada, os piques cardíacos que Jorge Jesus realçou na sala de imprensa e o esplendor da emoção surgiram já em período de descontos. Em primeiro lugar, quando o árbitro assistente anulou o 3-1 a Bas Dost devido a um fora de jogo de Piccini, que havia assistido o artilheiro holandês. Posteriormente, já no último suspiro, quando Pedro Monteira conseguiu a igualdade para o Estoril, golo que acabou igualmente por ser anulado, desta vez pelo VAR, para alívio de todos os sportinguistas presentes.

Jogo terminado, vitória confirmada e invencibilidade mantida. O Sporting ainda não perdeu pontos nesta edição da Liga NOS e partilha o topo da classificação com o Futebol Clube do Porto, que também tem 12 pontos conquistados em 12 possíveis. Na próxima ronda, depois do compromisso das seleções, o Sporting desloca-se a Santa Maria da Feira.

 

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