Não foi fácil a receção do Benfica ao recém-promovido Portimonense, no reatamento da Liga NOS, depois da pausa para as seleções.

Os encarnados saíram do último jogo com muitas baixas, por lesão, na equipa. A semana transacta serviu para recuperar alguns dos elementos, mas Fejsa, Jardel e Grimaldo ainda não alinharam e Salvio começou no banco de suplentes.

O Benfica começou a atacar mas logo se notou um certo nervosismo, também pela boa disposição da equipa visitante no terreno de jogo. O Portimonense fechava constantemente as linhas e os espaços, sem nunca pôr o “autocarro” à frente da baliza, tal como Vítor Oliveira tinha prometido na conferência de imprensa de antevisão ao encontro.

Os algarvios iam ganhando confiança e chegaram mesmo a testar, por várias vezes, os reflexos de Bruno Varela, com o guardião benfiquista a ser chamado a intervir por várias vezes, numa delas com um elevado grau de dificuldade.

A segunda parte trouxe mais ritmo, mais oportunidades e… golos. O primeiro foi para a equipa visitante por intermédio de Fabrício. O brasileiro abriu o ativo para os algarvios, aos 56 minutos, após uma boa jogada individual e aproveitando a descompensação defensiva encarnada, que tinha ficado a pedir falta sobre André Almeida.

O golo serviu como um “abre-olhos” para as águias que, finalmente, começaram a acelerar o ritmo de jogo. Já com Filipe Augusto em campo (Rui Vitória tinha optado por Samaris no onze inicial), o Benfica melhorou bastante e acabou por chegar ao tento da igualdade. Salvio, é derrubado na grande área por Hackman, que viu vermelho direto. Grande penalidade convertida por Jonas que não tremeu e fez, assim, o golo da igualdade.

No entanto, o empate não servia as pretensões do Benfica e o tempo começava a escassear. Rui Vitória joga a cartada final, lança Raul Jiménez, tira Eliseu e recua Zivkovic para defesa-lateral.

Com a carne toda no assador (Jonas, Jimenez, Seferovic, Pizzi, Salvio e Zivkovic), o golo surgiu por… André Almeida. Numa tentativa de cruzamento, o português acaba por colocar a bola dentro da baliza do topo sul, fazendo explodir a Luz com um golaço candidato a golo do campeonato. O esférico fez um arco fantástico, sem hipóteses de defesa para Ricardo Ferreira. O ’34’ das águias assumia assim o papel de herói improvável.

O jogo não terminaria sem um enorme calafrio nos adeptos benfiquistas. Aos 87 minutos, Fabrício bisa na partida, após cruzamento atrasado de Manafá. O golo foi muito celebrado por equipa técnica e jogadores da formação de Portimão, bem como pelos seus adeptos, e foi já quando tudo estava pronto para reiniciar o encontro que o árbitro Gonçalo Martins anula (e bem) o golo, por pretenso fora-de-jogo de Manafá quando recebe a bola. Suspiravam de alívio os adeptos encarnados bem como toda a equipa do Benfica e estavam assegurados os três pontos.

Segue-se a primeira jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões para os tetracampeões nacionais, mas fica a sensação clara de que é necessário fazerem muito mais do que o que foi feito neste jogo, para conseguirem alcançar os objetivos desejados.

Anúncios